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MPSP PEDE PRISÃO PREVENTIVA DO DEPUTADO LUCAS BOVE POR DESCUMPRIMENTO DE MEDIDAS PROTETIVAS

MPSP PEDE PRISÃO PREVENTIVA DO DEPUTADO LUCAS BOVE POR DESCUMPRIMENTO DE MEDIDAS PROTETIVAS

 

Foto: ALESP

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou, nesta quinta-feira (23), a prisão preventiva do deputado estadual Lucas Bove (PL) por descumprimento reiterado de medidas protetivas em favor de sua ex-esposa, a influenciadora Cíntia Chagas.

O parlamentar foi denunciado pelo MPSP por violência psicológica, perseguição, ameaça e lesão corporal, em um caso de violência doméstica. O órgão ministerial também requisitou o envio de um ofício à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para adoção de "eventuais providências cabíveis", embora um pedido de arquivamento do mandato de Bove já tenha sido arquivado em 26 de agosto.

A promotora Fernanda Raspantini Pellegrino destacou na denúncia que Bove tem "ignorado as determinações do Sistema de Justiça" por cerca de um ano, agindo "como se não houvesse decisão judicial a cumprir". Segundo a promotora, o deputado fez "publicações expressas ao nome da vítima e menções acerca da existência e conteúdo do processo", ignorando as medidas protetivas vigentes.

De acordo com a denúncia, Bove é acusado de um padrão de agressões físicas, violência psicológica, perseguição e ameaças entre agosto de 2022 e julho de 2024. As acusações de violência física citam pelo menos três episódios, incluindo apertões, que teriam causado lesões e hematomas. Relatos apontam também que Bove teria tido o hábito de apontar sua arma de fogo para Cíntia "como brincadeira", além de ter jogado uma faca na perna da mulher em um momento e a ameaçado de morte, dizendo que seu segurança esconderia o corpo.

A denúncia ainda detalha violência psicológica, com acusações de ciúme excessivo, controle, humilhação e ridicularização, que teriam levado a vítima a desenvolver Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), além de necessitar de antidepressivos e veículo blindado por segurança.

Cíntia Chagas registrou boletim de ocorrência e obteve as medidas protetivas em setembro do ano passado, logo após a separação. As cautelares proíbem Bove de manter contato e de se aproximar da ex-esposa. O divórcio foi oficializado em 14 de setembro.

Em setembro deste ano, o deputado foi indiciado por ameaça e violência psicológica. O MPSP agora o denuncia por quatro crimes, além de instaurar uma ação penal por descumprimento das medidas protetivas, culminando no pedido de prisão preventiva.

A defesa de Cíntia Chagas, por meio da advogada Gabriela Manssur, afirmou em nota que a denúncia do MPSP representa um "marco importante" na busca por responsabilização e dignidade da vítima, reforçando que "não há espaço para o abuso, para a impunidade e para o uso do poder como instrumento de opressão".

Em publicação nas redes sociais, o deputado Lucas Bove se manifestou, alegando que o pedido de prisão preventiva ocorreu após ele "responder uma pergunta sobre fatos que já eram públicos". Bove afirmou que a Delegacia da Mulher "afastou totalmente as acusações de violência física", indiciando-o apenas por violência psicológica, e alegou que um laudo que atesta a ausência de dano psicológico na vítima foi ignorado. Ele também questionou o segredo de Justiça do processo, citando que Cíntia falou publicamente à imprensa sobre o episódio da faca.

 

 

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