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MINISTRA DAS MULHERES DEFENDE RAPIDEZ EM INVESTIGAÇÃO DE FEMINICÍDIO ENVOLVENDO OFICIAL DA PM

MINISTRA DAS MULHERES DEFENDE RAPIDEZ EM INVESTIGAÇÃO DE FEMINICÍDIO ENVOLVENDO OFICIAL DA PM

Foto: Gabriel Nappi/MTV

Em visita a Piracicaba nesta quarta-feira (18), a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, comentou a prisão do tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto. O oficial é investigado pela morte da esposa, a também policial Gisele Alves Santana, ocorrida em fevereiro. O caso, inicialmente registrado como suicídio, passou a ser tratado como feminicídio e fraude processual após questionamentos da família da vítima.

A ministra classificou o episódio como "lamentável", destacando que a atitude partiu de alguém que deveria servir como exemplo de liderança e convivência pacífica. "Queremos justiça. Que bom que ele foi detido e que essa investigação aconteça o mais rápido possível", afirmou Márcia Lopes, reforçando a orientação de que mortes de mulheres dentro do ambiente doméstico sejam inicialmente caracterizadas como feminicídio para posterior verificação.

A agenda da ministra no município foi marcada pela assinatura da adesão de Piracicaba ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, em cerimônia na Câmara Municipal. O documento busca integrar os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para dar celeridade a processos de violência de gênero e fortalecer redes de proteção, como o Ligue 180 e as Delegacias de Defesa da Mulher (DDM).

Dados apresentados durante o evento apontam que Piracicaba e São Carlos lideram os casos de feminicídio no interior paulista em termos proporcionais. A delegada titular da DDM local, Olívia Fonseca, relatou que os pedidos de medidas protetivas dobraram em 2025, chegando a 1.100 registros. Diante desse cenário, autoridades locais e deputadas presentes defenderam a construção de uma sede própria para a delegacia especializada e a criação de um observatório para diagnosticar as causas da violência na região.

Como estratégia para consolidar as políticas públicas na cidade, a ministra Márcia Lopes defendeu a criação de uma Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres em Piracicaba. Segundo ela, a estrutura é fundamental para que as ações federais e estaduais cheguem efetivamente à ponta e para que o município possa, futuramente, pleitear a instalação de uma Casa da Mulher Brasileira.

A ministra encerrou sua fala reforçando a importância da denúncia precoce, destacando que agressões verbais ou físicas leves são indícios que precedem o feminicídio. "Uma mulher nunca deve esperar para denunciar, independentemente de quem seja o agressor ou do cargo que ele ocupe", completou. Após o compromisso, a comitiva seguiu para agendas em Hortolândia e Campinas.

Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana

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