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MOVIMENTO PROTOCOLA PEDIDO DE CASSAÇÃO CONTRA VEREADOR FABRÍCIO POLEZI POR QUEBRA DE DECORO, POLEZI REBATE EM NOTA

MOVIMENTO PROTOCOLA PEDIDO DE CASSAÇÃO CONTRA VEREADOR FABRÍCIO POLEZI POR QUEBRA DE DECORO, POLEZI REBATE EM NOTA

Foto: Guilherme Leite

O Movimento de Combate à Corrupção em Piracicaba (MCCPir) protocolou, nesta segunda-feira (30), um pedido formal de cassação do mandato do vereador Fabrício Polezi (PL). A denúncia acusa o parlamentar de quebra de decoro por supostos ataques misóginos, psicofóbicos e perseguição política realizados durante a 14ª reunião ordinária da Câmara Municipal, ocorrida na última quinta-feira (26).

A representação baseia-se em falas de Polezi na tribuna direcionadas a dois munícipes. Segundo o documento, o vereador teria afirmado que a cidadã Cíntia Amistaldem "faz uso de remédio controlado" e possui "problemas psicológicos", chamando-a de "biruta de carteirinha". Na mesma sessão, o parlamentar teria insinuado o uso de entorpecentes pelo artista e publicitário João Paulo Ariozo, o "Peixe Pichado", além de rotular ambos como "esquerdistas" em tom crítico.

O líder do MCCPir e autor do pedido, o jornalista Walter Brandi Koch Rodrigues, argumenta que a imunidade parlamentar não autoriza "crimes contra a honra". "Quando o parlamento normaliza chamar munícipes de 'biruta', a própria democracia adoece", afirmou Koch em nota oficial.

O movimento também acionou órgãos como a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e comissões da OAB e da Alesp para acompanhar o caso.

A denúncia aponta ainda uma contradição administrativa: enquanto Polezi teria chamado Ariozo de "desocupado", o próprio Legislativo piracicabano já concedeu ao artista uma homenagem oficial (Requerimento nº 1017/2023) por serviços prestados à cidade.

Em nota, o vereador Fabrício Polezi afirmou receber o pedido com "tranquilidade" e classificou a ação como parte de um desgaste orquestrado por opositores. O parlamentar ressaltou sua dedicação ao mandato e negou qualquer postura discriminatória.

"Sou pai de duas filhas e marido; tenho mulheres para honrar dentro da minha casa. Jamais tive e nunca terei qualquer postura contrária às mulheres. O que passar disso é falácia e distorção", declarou Polezi. O vereador reiterou que sua "atuação firme" gera reações adversas e que manterá o foco no atendimento às demandas da população.

O protocolo agora segue para análise da presidência da Câmara Municipal de Piracicaba. Para que o processo de cassação seja iniciado, a denúncia precisa ser lida em plenário e submetida à votação dos vereadores, que decidirão pelo arquivamento ou pela abertura de uma Comissão Processante.

Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana

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