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MINISTÉRIO DO TRABALHO EMBARGA OBRA NA USP EM PIRACICABA APÓS MORTE DE OPERÁRIO

MINISTÉRIO DO TRABALHO EMBARGA OBRA NA USP EM PIRACICABA APÓS MORTE DE OPERÁRIO

Foto: Arquivo Pessoal e Wagner Romano/MTV

Gerência Regional do Trabalho embargou a obra de expansão no campus da USP em Piracicaba (Esalq) onde o operário Rafael Gomes de Abreu, de 29 anos, morreu após um soterramento na tarde de quinta-feira (16). Em nota de pesar, a Prefeitura do Campus "Luiz de Queiroz" lamentou o ocorrido e confirmou a suspensão das atividades no local para avaliações técnicas.

O acidente aconteceu por volta das 15h, durante serviços executados pela empresa terceirizada Novabrico Construções, Energia e Meio Ambiente Ltda. Rafael, que residia em Hortolândia, realizava a perfuração do solo para instalação de estruturas de proteção quando foi atingido por um desmoronamento.

De acordo com a administração do campus, o trabalhador foi socorrido inicialmente por colegas de obra e pela Guarda Universitária. O Corpo de Bombeiros e o Samu assumiram o atendimento, realizando manobras de reanimação por cerca de 30 minutos após a vítima ter ficado soterrada por 20 minutos. Rafael foi levado à Santa Casa de Piracicaba, mas não resistiu aos ferimentos.

A área do acidente permanece isolada e as atividades da obra estão suspensas por tempo indeterminado. A Gerência do Trabalho apura se houve descumprimento de Normas Regulamentadoras (NRs) de segurança, especificamente as que regem escavações e fundações.

Em nota oficial, a USP informou que o acidente pode ter sido motivado por uma instabilidade no solo. A universidade manifestou solidariedade à família e amigos, ressaltando que colabora com as autoridades. "As atividades no local permanecem suspensas, com a área devidamente isolada, enquanto são realizadas avaliações técnicas e adotados os procedimentos administrativos cabíveis", diz o comunicado.

A empresa Novabrico informou à Prefeitura do Campus que está prestando o apoio necessário aos familiares do colaborador e coopera com as investigações. A administração da USP declarou que será observado um período de luto em respeito à vítima. Até o momento, o sindicato da categoria não se manifestou sobre o caso. O espaço segue aberto para posicionamentos.

Texto e Publicação Danilo Telles/Jornalista | Grupo Metropolitana

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