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Apeoesp continua na luta por ensino médio que atenda os interesses dos filhos da classe trabalhadora

Apeoesp continua na luta por ensino médio que atenda os interesses dos filhos da classe trabalhadora

Fotos: Divulgação/ Assessoria Parlamentar

A segunda presidenta da Apeoesp, a deputada estadual Professora Bebel (PT), diz que a luta por ensino médio que atenda aos filhos da classe trabalhadora continua. É que apesar de a Câmara dos Deputados Federais ter aprovado na noite do último dia 20 de março o substitutivo ao projeto 5.230/2023 apresentado pelo relator à proposta do governo federal que trata de mudanças na reforma do ensino médio (MP 746/2016) de 2017 imposta pelo próprio relator da matéria, deputado federal Mendonça Filho (União Brasil/PE), à época Ministro da Educação do governo golpista de Michel Temer, o substitutivo terá que ser aprovado pelo Senado Federal.

De acordo com Bebel, o substitutivo aprovado pela Câmara Federal é diferente do inicialmente apresentado pelo relator, pois incorpora emendas importantes que recolocaram diversos pontos do projeto original do governo, que altera substancialmente a farsa do “novo” ensino médio. “As alterações foram possíveis após mobilizações e pressões sobre o relator, que ganharam mais força após a realização da 4ª Conferência Nacional de Educação, em janeiro de 2024, onde a questão da revogação da reforma do ensino médio foi um dos temas centrais dos debates”, diz.




Por outro lado, a segunda presidenta da Apeoesp, diz que ainda são necessárias e possíveis outras alterações, como suprimir o viés privatista do texto aprovado, possibilidade de contratações por notório saber e outros pontos, tendo em vista que o projeto seguiu para o Senado. “Nossa luta por um ensino médio que atenda os interesses dos filhos e filhas da classe trabalhadora, portanto, prossegue”, enfatiza.

O projeto aprovado pela Câmara Federal estabelece a elevação da carga horária da formação geral básica – FGB (exceto na EPT) para no mínimo 2.400 horas, alterando a disposição da Lei 13.415 que prevê no máximo 1.800 horas, assim como põe fim à obrigatoriedade de somente ser oferecida as disciplinas português e matemática nos três anos do ensino médio e reintrodução de todas as áreas de conhecimento na FGB e nos itinerários formativos propedêuticos, que passam de 1.200 horas para 600 horas na nova legislação.

O substitutivo aprovado também estabelece reformulação da BNCC até dezembro de 2024 e implementação do novo modelo de ensino médio a partir de janeiro de 2025, assim como determina a regulamentação dos itinerários através de diretrizes curriculares nacionais, impedindo a ausência de unidade curricular no país e a oferta de conteúdos desconexos da formação escolar. Também promove a revogação dos módulos e sistema de créditos com terminalidades específicas no currículo do ensino médio. Além disso, determina a oferta presencial do ensino médio, com excepcionalidade de atendimento remoto em áreas de difícil acesso e sob regulamento (revogação do § 11 do art. 36 da Lei 13.415/17), assim como a oferta obrigatória de ao menos dois itinerários propedêuticos por escola, sem descartar os demais conteúdos curriculares que devem ser abordados nos itinerários, a fim de manter maior unidade entre a FGB e a parte diversificada do currículo.

Texto: Vanderlei Zampaulo/ Assessoria Parlamentar

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