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MOVIMENTO DIZ NÃO TER OCUPADO ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO BAIRRO SANTA CLARA, AFIRMA REPRESENTANTE

MOVIMENTO DIZ NÃO TER OCUPADO ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO BAIRRO SANTA CLARA, AFIRMA REPRESENTANTE

Foto: MTV

A Organização Popular, que recentemente ocupou uma área no Jardim Santa Clara, na região do Pau Queimado, em Piracicaba, se manifestou afirmando que a ocupação não ocorreu em uma Área de Proteção Permanente (APP), mas sim em uma área institucional pertencente à Prefeitura de Piracicaba, localizada nas proximidades da APP. A informação foi fornecida por representantes do movimento. A ocupação teve início no sábado (7) e, após uma reintegração de posse autorizada pela Justiça no domingo (8), foi cumprida pela prefeitura na segunda-feira (9).

“Os ocupantes não estavam em uma Área de Preservação Permanente. A APP foi preservada e permanece intacta. Eles se encontravam em uma área institucional dentro desse grande lote”, explicou Caio Garcia, advogado e representante da Organização Popular.

Durante o período da ocupação, foi registrado um foco de incêndio na localidade, o que foi citado pela Prefeitura de Piracicaba em uma nota enviada após a reintegração de posse. “A reintegração foi solicitada devido à invasão que violou o direito de propriedade do Município, além de representar uma grave ameaça à segurança pública e ao meio ambiente, já que o terreno é uma Área de Preservação Permanente e estava sendo incendiado pelos invasores”, menciona a nota. No entanto, o advogado da organização negou a acusação de que os ocupantes teriam iniciado o incêndio. “Nenhum incêndio foi causado pelos ocupantes. Fazer isso não faria sentido, pois aumentaria a criminalização contra o movimento e justificaria sua retirada da área”, argumentou.

Garcia também ressaltou que não houve detenções relacionadas ao incêndio e que não há evidências que apontem quem realmente iniciou o fogo. “Não temos indícios de autoria de quem colocou fogo, nem mesmo dos ocupantes ou moradores. A posição oficial é que ninguém sabe quem iniciou o incêndio”, complementou o advogado.

A reintegração de posse foi realizada na tarde de segunda-feira com a coordenação da Guarda Civil Metropolitana e o suporte da Polícia Militar, além da presença do Conselho Tutelar. A retirada dos ocupantes ocorreu de forma pacífica. A prefeitura informou que a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads) atendeu 35 famílias no local, com dez delas encaminhadas para acesso a benefícios eventuais. Equipes da Secretaria Municipal de Habitação e Gestão Territorial (Semuhget) também cadastraram 37 pessoas interessadas em moradias.

Adicionalmente, a prefeitura destacou que irá estudar a possibilidade de usar a área institucional, mesmo que temporariamente, para a instalação de equipamentos públicos, como escola e unidade de saúde, assegurando que sua destinação não será desviada.

Texto: OPA

Publicação: Enzo Oliveira | MTV

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