HOMEM AGREDIDO POR SEGURANÇA EM RODOVIÁRIA PASSA POR CIRURGIA NA SANTA CASA DE PIRACICABA; CASO FOI ENCAMINHADO AO MINISTÉRIO PÚBLICO
Foto: Danilo Telles/MTV
O homem de 57 anos e que vive em situação de rua sofreu agressões pelo segurança no interior do Terminal Rodoviário de Piracicaba na noite da última sexta-feira (7) e precisou passar por procedimento cirúrgico na Santa Casa para o tratamento de uma fratura no úmero.
Inicialmente socorrido pelo SAMU e levado à UPA Piracicamirim com queixas de dores na cabeça e na região do ombro, o paciente foi transferido para o Centro de Ortopedia e Traumatologia (COT) e, em seguida, encaminhado à Santa Casa no dia 9 para a realização da cirurgia. O caso foi registrado na Polícia Civil como lesão corporal, com base no artigo 129 do Código Penal.
A ocorrência mobilizou a Guarda Civil Municipal (GCM) após a intervenção de testemunhas no local. Entre as pessoas presentes no momento estava o jornalista Danilo Telles, diretor da TV Metropolitana, que acompanhou o fato de perto. Para ele, a versão apresentada na nota oficial da administração destoa do que foi presenciado: enquanto a empresa sustentou que houve apenas um desequilíbrio e uma postura orientativa, Telles relatou ter visto uma conduta de despreparo e agressividade por parte do segurança.
Diante da gravidade do caso, Telles encaminhou a denúncia ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) de Piracicaba para análise, cabendo à Promotoria de Justiça decidir pela eventual abertura de investigação sobre os fatos.
Enquanto o profissional envolvido foi conduzido à delegacia para prestação de esclarecimentos, a administração do terminal, representada pela Associação Piracicabana das Empresas de Auto-Ônibus (APEAO), negou a ocorrência de agressão física. Em nota oficial emitida pela Secretaria Municipal de Segurança Pública, Trânsito e Transportes, a empresa alegou que o colaborador atuou após ser acionado por passageiros sobre uma suposta tentativa de furto, e que a queda da vítima teria ocorrido devido a um tropeço próprio.
A APEAO destacou ainda que os agentes de segurança atuam desarmados, passam por capacitação periódica e são instruídos a priorizar o diálogo. As circunstâncias do atendimento médico e a conduta da equipe seguem sob análise das autoridades competentes.
O caso agora segue para investigação da Polícia Civil e do Ministério Público.
Texto e Publicação Enzo Oliveira/Jornalista | Grupo Metropolitana

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